Black Mirror

Fazia muito tempo que eu não assistia uma série desse jeito. Aquela série que você fica pensando, analisando e não consegue tirar da cabeça. Meu único arrependimento é não ter assistido antes.

Black Mirror é uma série inglesa, criada por Charlie Brooker em 2011, produzida pela Zeppotron e a Endemol. A série busca mostrar os efeitos ruins e “sombrios” da tecnologia na vida das pessoas e da sociedade.

Agora você provavelmente está torcendo o nariz e pensando “Essa blogueira, viu… Viciada em redes sociais, não larga o videogame, tem um blog e vem falar que tecnologia é ruim”. E aí eu te respondo “Calma lá, companheiro!”, a tecnologia é ótima, os avanços que conseguimos através dela são incríveis, mas me dá uma chance de te convencer a assistir essa série.

A série não é um monte de gente falado “porque antigamente…”. Black Mirror tem (por enquanto) duas temporadas com três episódios cada. Os episódios são independentes, como em Twilight Zone. Cada uma delas tem novos personagens, mensagens, narrativas… As épocas também variam. Enquanto alguns episódios se passam em um futuro muito distante, com tecnologias que nem imaginamos, outros poderiam ter acontecido ontem.

Todo o episódio vai te deixar parado na frente da televisão, do começo ao fim. O roteiro é tão envolvente que você mal vai sentir a hora passando enquanto assiste. Além disso, todos os episódios (com exceção, talvez, do segundo, por questões relacionadas ao episódio especificamente) possuem cores mais mortas e monótonas, como se tudo parecesse meio cinza. Isso encaixa com a proposta da série, já que a ideia é mostrar o lado ruim da tecnologia.

Superexposição, dependência de máquinas, falta de humanidade e consequências na vida pessoal são alguns dos temas abordados. Entre as tecnologias envolvidas temos redes sociais, televisão, celulares, entre outras coisas comuns, até robôs, aplicativos super avançados e uma versão muito mais divertida (ou não) do google glass.

Não tem como não parar e pensar. Não tem como deixar de pensar quanto tempo você gasta no seu celular, quanto dinheiro você gasta em coisas que não existe, o quão dependente nós ficamos. É aquela coisa: Não dá pra falarmos que a tecnologia é 100% ruim e que devíamos nos afastar, impossível listar as melhoras nas nossas vidas que a tecnologia trouxe. Porém, a tecnologia é viciante e a série vem aí para problematizar seus efeitos, até de formas chocantes.

Você pode pensar agora “Mas poxa, só seis episódios?”, Eu concordo, deviam ter mais, mas foi anunciado em agosto desse ano que eles farão um episódio de 80 minutos de natal. Entre os atores escalados, temos Oona Chaplin, de Game of Thrones.

Prefiro não falar nem a premissa do primeiro episódio porque, assim como eu, quero que vocês todos fiquem chocados já em cinco minutos de episódio. Mas também me proponho a fazer uma postagem sobre reflexão e crítica para cada episódio da série.

Apesar disso, acho que alguns avisos são necessários, já que os temas podem ser pesados: O primeiro episódio da primeira temporada (The National Anthem) e o segundo da segunda temporada (White Bear) são os episódios mais fortes e que causaram desconforto em várias pessoas.

Caso você esteja preocupado com TW (trigger warnings), vou colocar uma lista rápida, em amarelo, para que ninguém seja pego de suspresa:

E01S01 – The National Anthem – TW: zoofilia
E01S02 – Fifteen Million Merits – TW: prostituição
E02S02 – White Bear – TW: tortura, violência

E concluo com: Provavelmente uma das melhores – se não a melhor – série que eu já vi na minha vida.

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