9º Episódio: Battle of the Bastards | 6ª Temporada de Game of Thrones

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Game of Thrones tem uma tradição: O nono episódio é sempre empolgante e um dos melhores das temporadas, se não for o melhor. Foi muito satisfatório ver que Battle of the Bastards seguiu a tradição. O episódio decidiu se focar em dois núcleos principais, o que normalmente acontece quando a série vai mostrar grandes batalhas. Além de que criar um paralelo né? Gelo (Jon) e Fogo (Daenerys).

Todos nós sabíamos, desde que o nome do episódio foi revelado, que esse seria o episódio que Jon Snow e Ramsay Bolton decidiriam quem iria ficar com Winterfell. Todos os episódios mostravam pedaços da preparação dessa batalha. O episódio foi muito bom, teve conversas interessantes, acordos e batalhas de tirar o fôlego.

Aviso de spoilers.

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Como só vimos dois núcleos nesse episódio, vou começar por Meereen, que foi menor, menos impactante, mas também bem relevante para a série. Daenerys não parece nada feliz com o que aconteceu em Meereen enquanto ela estava fora e Tyrion diz que era a única forma da cidade prosperar. Quando ele pergunta se ela tem algum plano, ela basicamente diz que vai sair “queimando tudo”. Tyrion não fica feliz e faz aquela comparação que tantos fãs já fizeram: Daenerys é mais parecida com Aerys, o rei louco, do que imagina. Obviamente ela não gosta da comparação e resolve ouvir Tyrion.

Na cena seguinte eles vão discutir os “termos de rendição” e por um segundo eu acreditei que Daenerys seria expulsa de Meereen. Não deu tempo de pensar o quão ruim isso seria, porque Drogon já apareceu e Daenerys saiu voando nele. Rhaegal e Viserion convenientemente seguiram eles, mas isso deve ter sido parte do plano do Tyrion, já que ele soltou os dragões uns episódios atrás.

Daenerys sai queimando os navios, assim evitando uma carnificina maior na cidade, e seu khalasaar chega com tudo. Enquanto isso acontece, Tyrion usa da sua boa política pra dizer o quanto a rainha é misericordiosa e só quer a cabeça de um dos três mestres. No final dois acabam mortos e Tyrion diz para o sobrevivente espalhar a história de como a Mãe dos Dragões derrotou eles, como a Baía dos Escravos precisa abolir a escravidão, etc. Aliás pontos para Verme Cinzento.

Acredito que o ponto dessa parte do episódio foi mostrar que o “meio termo” era o melhor caminho. Quando Daenerys tentou conquistar tudo com “fogo e sangue” ela perdeu aliados, quase destruiu a cidade e poderia ter sido assassinada. Quando Tyrion tentou conquistar só pela democracia, aparentemente ele tinha conseguido, mas logo viram que os mestres pouco se importavam pra qualquer acordo. Uma junção de violência com diplomacia que acabou sendo a resposta. Talvez para mostrar que esses dois personagens, com abordagens bem diferentes, só vão acertar e vencer quando realmente unirem as forças e confiarem um no outro.

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Depois disso vemos Tyrion falando com alguém que não sabemos quem é até a câmera cortar par Theon. Particularmente achei o corte da cena bem legal aqui, eu sei que muita gente reclamou da chegada dos Greyjoy não ser mais impactante, mas a série já correu tanto e considerando que eles tinham a Batalha dos Bastardos pra mostrar, isso não me incomodou tanto.

Eu queria ter visto mais da negociação entre Daenerys e Yara, eu até entendo a Yara ter pressa pra acertar as coisas, mas esses aliados chegaram do nada e a Daenerys logo diz “Ah, ok”? De novo, eu acho sim tudo bem rápido e que podia ser trabalhado melhor, mais discussões, mais desconfiança do lado da Daenerys, mais conselhos do Tyrion… Mas com o passo da série e a resolução já esperada que elas iam unir força, será que compensava alongar essa parte quando tem outras coisas pra mostrar também? Não sei, talvez. De qualquer forma achei bem legal essa troca dos personagens: Tyrion vendo Theon muito diferente, Yara e Daenerys percebendo que elas passaram por coisas parecidas, inclusive por serem mulheres, etc. Aliás, eu não tinha botado muita fé antes, mas será que é possível rolar um Yara x Daenerys? Eu não me surpreenderia se a HBO usasse isso como queerbaiting, não só porque na série a bissexualidade de Daenerys nunca foi mostrada, como também porque o personagem que Yara “substitui” nos livros (Victarion) dificilmente conquistaria Daenerys. E o motivo mais óbvio: A HBO não tem um bom histórico com personagens LGBT+ em Game of Thrones. Eu tô shippando muito, adorei a conversa delas e se fosse outra série, acreditaria que poderia ser canon.

Como Tyrion e Daenerys estão se ouvindo mais, aparentemente, talvez por isso a mãe dos dragões tenha sido tão rápida em acreditar nos Greyjoy, mesmo exigindo que eles mudassem algumas de suas ações. Independente de qualquer coisa, é muito legal ver essa aliança e muito interessante para o futuro da história. E eu não posso negar que vibro ao ver um dos lados da guerra ser comandado por duas mulheres em posição de poder fazendo acordos juntas.

Agora vamos falar da Batalha dos Bastardos, a luta tão esperada do nono episódio. Primeiro vemos Jon, Sansa e amigos indo até Ramsay. Jon tenta fazer o inimigo aceitar um duelo entre eles, mas Ramsay sabe que vai perder e suas chances são melhores no campo de batalha. E né, se toda a série, que caminhava pra uma grande batalha, terminasse tendo só um duelo, seria uma decepção. Ramsay diz que ele tem Rickon e isso é o suficiente pra Sansa terminar a conversa ali mesmo.

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Então vemos a discussão antes da batalha e as coisas não parecem nada boas para os Stark. As interações entre Jon e Sansa essa temporada tem sido incríveis e essa cena não é exceção. Sansa diz umas verdades que Jon tentava ignorar: primeiro que ela provavelmente sabia mais o que fazer do que ele, como Sansa aponta, ela não entende de táticas de guerra, mas entende como a cabeça de Ramsay funciona, o problema é que a opinião dela não é levada em consideração porque ela é mulher. Sansa também diz que é fato que Rickon vai morrer, por mais que Jon acredite que é possível salvá-lo. Sansa não participou de batalhas como Jon, mas ela viu de perto, não só a crueldade de Ramsay, mas de todo o jogo dos tronos feito por nobres. No final ela ainda diz que não vai voltar para Ramsay viva e que ninguém pode proteger ninguém, que é bem a proposta de Game of Thrones.

Vemos uma conversa divertida e interessante entre Davos e Tormund. Eles conversam sobre batalhas, reis e como essa admiração acabou sendo destruída para ambos, o que é algo bem legal no contexto da série. Esses homens fazem coisas absurdas pela vontade de seus reis, quando eles caem, o que sobra? Talvez isso explique bem também porque o norte decidiu não ajudar os herdeiros dos Stark. Eles foram com Robb até o final, acreditaram que no norte quem deveria reinar era sempre um Stark, mas como toda a lealdade deles foi paga? Pela “traição” de Robb em “trocar” a guerra e seus aliados por uma paixão. Um comentário importante aqui é que, no livro, Robb é mais novo e casa com Jeyne Westerling porque eles foram pra cama e Robb não queria desonrá-la. No livro, Robb acaba caindo muito mais por uma questão de honra, assim como Ned. Na série isso acabou indo pra um lado mais romântico, mas a questão é que toda a devoção que as casas nortenhas tinham foi jogada no lixo pela decisão ruim de Robb. Sem contar que né, Ramsay é um inimigo assustador?

Davos caminha pelo acampamento e encontra um boneco de Shireen. Finalmente ele vai descobrir o que aconteceu e provavelmente vai querer a cabeça de Melisandre por isso. Eu imaginei que isso aconteceria antes, mas achei interessante a possibilidade da revelação aparecer quando Davos e Melisandre parecem confiarem muito mais um no outro. Por sinal, linda a fotografia dessa cena, aliás o episódio todo teve momentos que a fotografia me chamou a atenção.

Jon vai conversar com Melisandre antes da batalha. No começo da temporada eu disse que queria ver mais dela e fiquei decepcionada por ela praticamente ter desaparecido depois que Jon voltou. Aqui o diálogo começa muito parecido com o eu antigo dela, mas dá pra ver que algo mudou, ela não tem mais certeza, mesmo que o truque com Jon tenha funcionado. Ela admite que não sabe das coisas, mas vai obedecer a vontade do Senhor da Luz mesmo assim. Jon pede pra não voltar caso morra e eles têm uma conversa filosófica sobre por que um deus ia querer fazer as coisas daquele jeito, que é algo bem legal já que fé é um assunto importante em Game of Thrones.

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Chega de enrolação, hora da luta! Ramsay começa a cavalgar puxando algo e na hora eu já imaginei Rickon de uma forma horrível. Era ele, não deformado, mas no momento que Rickon apareceu na tela sua sentença de morte foi dada. Ramsay manda o menino correr até Jon enquanto tenta acertá-lo com flechas. Rickon obviamente nunca ouviu falar em correr em zigue-zague (a gente brinca, mas coitado, o menino tava correndo pela vida) e Jon não chega a tempo.

Por mais que Game of Thrones seja uma série que a morte pode pegar qualquer personagem, as crianças Stark, em geral, pareciam protegidas. Mesmo depois que Robb morreu, porque um deles precisava ir, então que fosse o mais velho (até porque fazia mais sentido na luta dos cinco reis), os outros ainda pareciam intocáveis. Quando Arya foi esfaqueada, sabíamos que ela não ia morrer, não só pela narrativa da história, mas porque é a Arya, ela não vai morrer agora. Quando Jon morreu, era quase unânime a opinião de que ele ia voltar. Eles podem morrer, mas se acontecer, será bem no final. Eu não gosto de personagens voltando só para morrer, Rickon morreu para ativar a fúria de Jon, para mostrar mais uma vez o quão cretino é Ramsay. Mas aí vem a fala da Sansa, uma vez que ele foi pego, é óbvio que ele ia morrer. E que outra rota seu personagem poderia levar? Não sei, Rickon sempre foi o Stark sumido, não sei se ele tem destino diferente no livro, só sei que essa cena encaixou bem com todo o contexto e é mais uma daquelas cenas de Game of Thrones que nunca vamos esquecer.

Jon deixa sua raiva levar a melhor e corre na direção de Ramsay. Mesmo Sansa tendo dito para o irmão não fazer o que Ramsay queria, Jon não tava pensando muito na hora. Também né, já tá estressado, achando que vai morrer e o irmão mais novo é morto na sua frente? É perfeitamente compreensível que qualquer pessoa faça isso (ou sente e chore). A armadilha deu certo e Ramsay continua com seu plano: Destruir boa parte dos guerreiros com flechas para cercá-los depois. Aliás a cena de Jon contra o exército inteiro foi muito divertida e agoniante, mas eita menino de sorte! Sério mesmo que nenhuma das flechas acertou ele? Vai ver esse é um dos poderes desconhecidos do Azor Ahai.

Foi uma batalha muito bem feita e coreografada, a equipe tá de parabéns. Foi sangrenta e agoniante do começo ao fim, mas com certeza a pior parte foi quando os Bolton cercaram os Stark. Quando Jon é quase pisoteado eu perdi o fôlego junto com ele, por um tempo tive certeza que Tormund ia morrer e se Davos não tivesse encontrado o boneco de Shireen (que indica que mais coisa vai acontecer, se não a cena é inútil) eu teria apostado na morte dele também.

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Obviamente, no último segundo, o exército dos Arryn chega pra salvar o dia. Todo mundo já meio que sabia que Sansa tinha pedido ajuda para Mindinho e a cena da carta não teria aparecido se eles não fossem chegar na hora, e aí que a gente percebe como o episódio funcionou. Todo mundo sabia que Jon e Sansa iam ganhar, todo mundo sabia que eles iam sofrer antes e era bem fácil adivinhar que no último segundo a ajuda ia chegar. Essa semana mesmo eu comentei com a Rebeca do Collant sobre isso: Eles vão pra guerra e no último segundo os Arryn salvam o dia. Foi exatamente o que aconteceu, mas mesmo sabendo que esse era o único caminho que o roteiro podia seguir, eu gritei, me desesperei, perdi o ar com o Jon e fiquei agoniada realmente achando que eles iam perder. Os Stark perderiam o norte pra sempre.

A questão é: mesmo que a gente tenha previsto o que ia acontecer, o episódio fez todo mundo ficar vidrado pra ver se os Stark realmente iam ganhar. É óbvio que eles iam ganhar, por mais que seja Game of Thrones, qualquer outra resolução teria sido ruim. Os Stark tinham que voltar pra Winterfell, Ramsay tinha que pagar por tudo que fez, pessoas iam morrer no processo e mesmo sabendo de tudo isso, nós sofremos com a possibilidade de algo dar errado.

Ramsay foge para dentro de Winterfell, mas ele não contava com um gigante quebrando sua porta. Não importa quantas flechas Ramsay atirasse, Jon já tinha ido muito longe pra falhar e finalmente vemos Ramsay levando os socos que merece. Ele é preso e Sansa vai atrás de sua vingança. Depois de tanta coisa ruim acontecendo é muito bom ver o personagem mais cruel recebendo o que merece, ainda mais na mão dos próprios cachorros, que usou contra tantas pessoas. E o discurso de Sansa é maravilhoso, ele não será nada, ninguém lembrará dele, os Bolton foram destruídos e esse é o fim. Os Stark voltaram pra Winterfell e os mocinhos venceram. Isso é muito raro em Game of Thrones, mas foi uma sensação de alívio merecida considerando que a casa só se ferrou desde o começo. Foi o caminho completo, nós vimos os Stark indo embora, perdendo Winterfell e agora finalmente vemos eles voltando para casa.

Eu guardei o melhor para o final: Sansa. A heroína do episódio, que conseguiu resolver uma guerra quase perdida e com certeza calou a boca de todo mundo.

Sansa começa como uma adolescente sonhadora que quer viver as histórias das canções. Assim como Bran, ela descobre da pior maneira que aquilo que tanto queria é um pesadelo e não um sonho. Sansa perde o pai, acredita que todos os irmãos estão mortos e sofre horrores na mão dos Lannister. Quando finalmente foge, acaba indo parar nas mãos da tia que não se importa com ela de verdade. Sansa também é manipulada por Mindinho, que não é nada confiável. Quando achamos que ela vai ter alguma felicidade, Sansa é jogada nas mãos de outro psicopata e sofre mais inúmeros horrores.

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Os fãs a chamam de Sonsa, mas sabe o que ela conseguiu fazer que muitos não fizeram? Primeiro foi sobreviver, coisa que Robb, Ned, e o Rei Robert, homens muito mais admirados pelo fandom, não conseguiram. Segundo foi ganhar uma guerra, coisa que Stannis e o tão amado Rhaegar também não conseguiram. Depois de todas as coisas que ela passou e de ser humilhada, dentro e fora da série, Sansa é a responsável pelos Stark voltarem pra Winterfell. É exatamente isso, Sansa percebeu que não conseguiriam, percebeu que não a ouviriam e que Jon cairia nos truques de Ramsay, então ela chama os Arryn, que é a única coisa que impede a derrota dos Stark. Jon liderou a luta, mas quem conquistou Winterfell foi Sansa. Sem contar que no final ela encarou o homem que abusou dela e se vingou, pode não ter usado as próprias mãos para matá-lo, mas mandou os cachorros pra cima dele, que foi muito melhor e dentro da personagem.

Antes de terminar, rolaram alguns comentários na internet que eu achei legal trazer pra cá. Primeiramente eu não acredito na teoria que diz que Sansa está grávida. Quando Ramsay provoca ela sobre sua memória, é muito mais pelo que ele fez do que um bebê, sem contar que já passou um tempo, Sansa já teria descoberto e isso já teria sido mostrado. Acho que se Sansa realmente estivesse grávida, ela não faria questão de falar que a casa dele acabou. Outra coisa que comentaram foi a desconfiança de Sansa em relação ao Jon. Sansa foi atrás dele, mas eles nunca foram os irmãos mais próximos e como ela mesma coloca, Jon não parecia ouvir muito ela quando o assunto era a batalha, então ela resolveu fazer as coisas com as próprias mãos. Não me surpreende também que Jon só passe a ouvir mais ela agora, ele ainda a vê como uma adolescente indefesa, apesar de tudo, tanto que vive dizendo que vai protegê-la. Talvez isso precise acontecer pra relação deles ficar 100%.

“Já que o desenvolvimento da Sansa foi tão incrível, então o que aconteceu na quinta temporada foi justificável, né?”. Não e nós precisamos falar disso. É óbvio que todo mundo amou ver Sansa se vingando de seu estuprador, Ramsay merecia mesmo se ferrar, Melisandre podia trazer ele de volta só pra ele ser comido pelos cachorros mais algumas vezes. Mas todo esse desenvolvimento de Sansa podia ter acontecido sem os eventos da quinta temporada. Sansa já tinha sofrido na mão de várias pessoas, ela já tinha começado a se tornar a jogadora que é hoje, ela já tinha entendido que o mundo das canções não existia. Ramsay poderia ter feito várias coisas pra Sansa odiá-lo sem o estupro. Ele poderia ter sido escroto com ela, fazer ameaças, desrespeitar os Stark… Até a morte de Rickon teria servido e sinceramente eu abriria mão de uma vingança mais impactante pra tirar aquele estupro da quinta temporada. Sansa já tinha suas cicatrizes, colocar mais ali foi desnecessário.

Sem contar que o quão barato e clichê é a personagem mulher ficar forte e vingativa depois de um estupro? Nós já vimos isso inúmeras vezes, a própria Jodie Foster já reclamou disso, parece que homens só sabem construir personagem mulheres fortes se elas tiveram um estupro no passado. É ótimo ver a Sansa de hoje, mas ela podia ser a personagem de hoje sem o clichê e roteiro barato da quinta temporada. Amamos o caminho de Sansa na sexta temporada, mas não vamos esquecer o show de horrores que fizeram com ela na quinta, sem contar que eu nem duvido que eles fizeram isso agora só porque a galera reclamou muito.

Game of Thrones precisa comer muito arroz e feijão pra ter uma representatividade feminina decente e não dá pra esquecer o que eles já fizeram, mas também não nego que foi incrível ver Sansa salvar Winterfell e também a nova aliança entre Daenerys e Yara.

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