Personagens LGBT+ também namoram

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Hoje é dia dos namorados! Alguns ficam felizes com a data, outros não muito, mas querendo ou não é um dia em que as redes vão se encher de mensagens sobre estar namorando, amor e tudo o mais.

Nós sabemos que na ficção, muitas vezes os únicos casais que tem espaço para demonstrar seu amor um pelo outro são os considerados padrão: Um homem cis com uma mulher cis. Qualquer casal que escape disso, envolvendo ao menos uma pessoa LGBT+, geralmente são esquecidos. Já é difícil encontrar um personagem LGBT+ com uma representação interessante, então imagina um casal. Quando eles aparecem, tem um tempo de tela menor ou uma das pessoas morre, muitas vezes acabam não podendo ter finais felizes que pessoas hétero conseguem ter.

Mas já que é dia dos namorados e pessoas LGBT+ também namoram, resolvi listar alguns casais da ficção que não estão dentro desse padrão. Eu sei que não vai dar para listar todos aqui, mas esses são só alguns dos exemplos que eu já vi e acho legais de serem lembrados.

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Jogos com Mulheres Protagonistas

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Estudos recentes mostram que a maioria dos gamers são mulheres. Por mais que ainda exista muita gente que insista em não acreditar nisso, dá para ver que algumas partes da indústria estão mudando para satisfazer essa parte do público. Ainda é pouco e temos muito o que melhorar, mas agora também vemos mais mulheres exigindo que as empresas de jogos pensem nelas quando criarem seus jogos.

Então se você tá afim de jogar alguma coisa que tenha uma mulher como protagonista, aí vão algumas sugestões de jogos recentes (sem spoilers!):

  • Transistor

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Transistor é um RPG da Supergiant Games lançado em 2014, disponível para PC, Mac e PS4. A protagonista Red, uma cantora da cidade Cloudbank, é atacada por robôs que servem um grupo chamado Camerata. Red consegue escapar e fica com uma espada, Transistor, que guarda partes das pessoas que foram mortas pela espada. O plano era que Red fosse eliminada com essa arma, mas não funciona e Transistor é enterrada no peito de um homem desconhecido. Ele morre e a espada absorve parte desse homem, junto com a voz de Red. O grupo Camerata quer a espada de volta e Red precisa enfrentá-los.

Como Red é uma protagonista muda, as falas do jogo ficam por conta da voz do homem dentro da espada. Isso poderia ter dado errado, mas Transistor consegue criar não só uma protagonista muito boa, como uma relação muito interessante entre o objeto e Red. Quando temos um protagonista mudo, normalmente suas ações, o falta de, são o que definem a personalidade do personagem e Transistor sabe usar isso bem.

Além de Red ser o centro da trama, o jogo é muito divertido, o universo é interessante e a história deixa pontos abertos para a interpretação do jogador. Nem todo mundo é fã disso, mas nesse jogo essa abordagem parece encaixar bem.

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Life is Strange | Análise

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Life is Strange é um jogo que tem feito muito sucesso esse ano. Produzido pela Dontnod Entertainment e pela Square Enix, o jogo começou a ser lançado em janeiro desse ano e o capítulo final saiu em outubro. Sim, o jogo é dividido em cinco capítulos com duração de mais ou menos 4 horas. O jogo está disponível para PS4, PS3, XBOX ONE, XBOX 360 e PC.

O jogo conta a história de Max Caulfield, uma estudante de fotografia na faculdade de Blackwell, em Arcadia Bay. Max é uma moça tímida e com uma vida “normal”, até que em uma aula descobre que ela pode voltar no tempo e mudar coisas que já aconteceram. Com sua melhor amiga, Chloe Price, as duas tentam resolver alguns fatos estranhos que estão acontecendo na cidade, porém não percebem que brincar com o tempo pode ter consequências maiores do que imaginam.

Life is Strange tem uma história incrível, além dos personagens e conflitos serem muito bem escritos, o roteiro dos episódios sempre te deixa empolgado para o que está por vir. É o tipo de jogo que cada escolha, até as menores, podem afetar tudo. As escolhas maiores deixam o jogador pensando e você se vê abusando do poder de Max para voltar no tempo e tentar fazer outra coisa pra ver se é melhor, mas as maiores consequências você só descobre quando já é tarde demais.

Os controles são simples, não há batalhas e na maioria do jogo o jogador só precisa guiar Max, fazer as escolhas necessárias e investigar as áreas. Isso pode fazer o ritmo do jogo ser um pouco mais lento que o normal, ao mesmo tempo que isso é legal para jogadores novos se envolverem na história, pode ser um pouco cansativo para os jogadores que preferem mais ação (lembra o estilo filme de Heavy Rain e Beyond Two Souls).

Em geral o jogo inteiro é muito bem escrito, os personagens são dinâmicos e possuem vários lados que é interessante explorar, um personagem que você odiou no primeiro episódio pode se tornar um grande amigo nos últimos momentos do jogo e vice e versa. Alguns diálogos são um pouco longos e com exposição demais, o que também pode atrapalhar um pouco o ritmo do jogo, mas a experiência de jogar Life is Strange é tão única e divertida que vale a pena passar por essas partes mais chatas para aproveitar o jogo todo.

Em questão de representação, temos muitas mulheres incríveis no jogo. Além das duas personagens principais, Max e Chloe, temos outras personagens coadjuvantes interessantes como Joyce, Kate e Victoria. Uma coisa que achei interessante é como os meninos da faculdade que são mostrados como vilões xingam Max de “feminazi”, o que mostra como esse “xingamento” é errado de se usar. É uma pena não ter mais personagens negros e trans, mas há um sério clima rolando entre as duas personagens principais. Não vou falar muito essa parte por ser spoiler, mas eu garanto que tem representação LGBT+ no jogo.

Gostei muito de Life is Strange, apesar de algumas falhas, a história me envolveu do começo ao fim e conseguiu me prender no controle por dias. Espero que mais jogos como esse sejam lançados. Então se você não jogou e curte esse estilo de jogo, sugiro que dê uma chance!

Abaixo análise com spoilers dos cinco episódios.

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