Personagens LGBT+ também namoram

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Hoje é dia dos namorados! Alguns ficam felizes com a data, outros não muito, mas querendo ou não é um dia em que as redes vão se encher de mensagens sobre estar namorando, amor e tudo o mais.

Nós sabemos que na ficção, muitas vezes os únicos casais que tem espaço para demonstrar seu amor um pelo outro são os considerados padrão: Um homem cis com uma mulher cis. Qualquer casal que escape disso, envolvendo ao menos uma pessoa LGBT+, geralmente são esquecidos. Já é difícil encontrar um personagem LGBT+ com uma representação interessante, então imagina um casal. Quando eles aparecem, tem um tempo de tela menor ou uma das pessoas morre, muitas vezes acabam não podendo ter finais felizes que pessoas hétero conseguem ter.

Mas já que é dia dos namorados e pessoas LGBT+ também namoram, resolvi listar alguns casais da ficção que não estão dentro desse padrão. Eu sei que não vai dar para listar todos aqui, mas esses são só alguns dos exemplos que eu já vi e acho legais de serem lembrados.

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Sense8, Especial de Natal e o futuro da série

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Antes de 2016 acabar, a Netflix lançou o especial de natal de Sense8. A segunda temporada da série será lançada em maio de 2017.

Para quem não lembra, no final da primeira temporada os sensate tinham passado pelo seu primeiro confronto contra os sussurros. Enquanto isso, cada um deles tinha que lidar com seus próprios problemas em várias partes do mundo. Sun estava presa na solitária, Lito precisava lidar com o fato de que seu relacionamento com Hernando tinha vazado na mídia, Kala estava em lua de mel com um marido que aparentemente não ama, Wolfgang está sendo perseguido por gângsters para tomar o lugar de seu pai, Capheus está tentando consertar a Van Damn, Nomi virou uma fugitiva e Will está se escondendo dos Sussurros com a ajuda de Riley.

Com duas horas de duração, Sense8 trás de volta todos esses personagens tão amados, avança um pouco na trama principal e também nos dá algumas cenas divertidas entre todos os sensate. Esse episódio seguiu bem o modelo que já conhecemos da série, tanto as partes boas quanto as ruins, e também pode nos indicar como algumas coisas serão levadas para a segunda temporada.

Essa crítica terá spoilers do episódio especial de natal e também algumas considerações sobre o futuro da série a partir de agora.

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Sense 8 | Primeira Temporada

Como prometido no texto 8 motivos para você assistir Sense8 (que aliás bombou de visualizações! Obrigada!), aqui está a crítica da primeira temporada.

Sense8 conta a história de 8 pessoas que levavam suas vidas normalmente, até que um dia elas são conectadas umas às outras. Além de precisarem se juntar para vencer uma conspiração, precisam também se ajudar em seus dramas pessoais.

É uma série diferente, o roteiro tem outra cara e isso pode incomodar, mas vale a pena. Em Sense8 os episódios são muito mais interligados que o de outras séries, assumindo que quem vai assistir irá ver uns três episódios seguidos. Há várias partes que a série deixa a história principal de lado para focar no desenvolvimento dos personagens.

A montagem ajuda muito essa linguagem, com vários eventos acontecendo ao mesmo tempo em vários lugares do mundo, a montagem dá a dinâmica necessária para a série não ficar parada. Já que o roteiro não é sempre focado na trama principal, que às vezes parece ficar “de lado”, a montagem faz um papel importante aqui. É muito parecido com a pegada de Cloud Atlas (A Viagem). Eu sei, muita gente não gosta de Cloud Atlas (eu amo), mas Sense8 acerta em pontos que o filme errou, o formato de série dá mais espaço e liberdade para que essa narrativa funcione.

Os personagens movimentam a história, além de os 8 sensate serem diferentes e cativantes, a série foca bastante tempo no desenvolvimento de cada um, em alguns episódios já deu para sentir como todos eram densos. Sempre acaba tendo os que são mais importantes, mas nenhum deles parece ficar muito de lado. Além dos principais, os personagens secundários também são ótimos, destaque para Amanita.

Como são ligados, sempre que dois sensates estão sentindo algo parecido, ou precisam de algo que um outro saiba muito bem, há um encontro. No começo há um estranhamento, mas ao longo da série eles vão ficando mais conectados e entendendo como aquilo funciona, aparecendo quando necessário.

Representatividade é sempre algo positivo e a série acerta muito nesse sentido. Como já apontado no outro texto, há representatividade de mulheres, pessoas negras, pessoas LGBT+… O relacionamento de Nomi com Amanita é uma relação incrível, Sun é a pessoa pra quem todos pedem ajuda na hora da briga… Infelizmente momentos assim ainda não são tão comuns quanto gostaríamos.

Como toda a série, também há problemas. Ao mesmo tempo em que a série mantém a audiência perdida em vários aspectos, em outros ela exagera nas explicações, ao mesmo tempo que os diálogos podem ter um significado profundo, eles são feitos de tal forma que pode ser difícil de engolir. Há um exagero também no uso de flashbacks, que são curtos e aparecem para explicar algo que já está sendo dito pelo personagem. Usando o exemplo de Lost (inclusive porque temos Naveen Andrews no elenco, eterno Sayid), os flashbacks explicavam algo que não estava sendo dito ou não podia ser dito (passado de Kate, por exemplo), no Sense8 às vezes ficam too much.

Outro erro da série, que elogiei um dia desses em O Demolidor (também da Netflix) é que, apesar da série se passar em diferentes lugares do mundo e isso ser bem interessante, em todos os países eles falam inglês. Entenderia se nas cenas entre os sensates eles falassem em inglês entre si, mas Sun falando inglês com seus colegas de trabalho, no meio de Seul? Wolfgang xingando em inglês em Berlim?

Mesmo com deslizes, Sense8 é muito bom e vale a pena! Mesmo que esse modelo não agrade alguns (vejam as reações mistas quando saiu Cloud Atlas), só o fato de a série ser diferente e apresentar algo novo já é ponto positivo, com representatividade, mais pontinhos. Além disso, adicione ficção científica, um roteiro cheio de mistério, personagens sensacionais e ação que temos Sense8.

Abaixo análise com spoilers

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8 motivos para você assistir Sense8!

Sense8 é a nova produção da Netflix. Feita pelos irmãos Wachowski, a série foi lançada dia 5 de junho e os 12 episódios da primeira temporada já estão disponíveis. Veja aqui 8 motivos para você dar uma chance para essa série (sem spoilers)!

  • Mind-Blowing!

Esta é uma gíria usada para algo que choca e impressiona. A série é dos irmãos Wachowski, que também fizeram Matrix e Cloud Atlas (A Viagem), então já sabemos que tem algo muito maior acontecendo na história que estamos assistindo. Nos primeiros episódios ficamos confusos com todas as informações que são mostradas, nada parece fazer muito sentido, mas quando as peças vão se juntando e começamos a entender…

A série fala de 8 pessoas que estão interligadas, logo os acontecimentos da vida de um afeta a dos outros, enquanto isso há certas coisas acontecendo que os personagens principais ainda não entendem muito bem. A dinâmica das histórias e como os personagens vão se conectando vai surpreender mais e mais a cada episódio.

  • Os Personagens

Cuidar de uma história com vários personagens principais é difícil, é preciso dar espaço para cada um para que todos tenham seus arcos desenvolvidos. Oito é um número alto, o que podia causar que alguns deles ficassem de canto, porém a série consegue dar espaço para cada um dos personagens principais. No final, existe alguns núcleos com mais espaços que outros, mas boa parte da temporada é dedicada a mostrar cada um dos oito, mostrando que são todos importantes, então nenhum deles parece estar de fora.

Além do mais, por serem tão diferentes entre si, cada um tem um papel importante para a trama. Para os jogadores de RPG, é como se fosse uma grande party, enquanto uma pessoa é boa com armas de fogo, a outra luta corpo a corpo, uma é hacker, a outra mente bem…

Com tantos personagens principais e com todos aparecendo bastante, poderia acontecer dos personagens secundários de cada núcleo ficarem apagados. Mas não, os personagens secundários muitas vezes são tão cativantes quanto os personagens principais.

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