Eu li: Sonho Febril

E aí gente, como é que vocês estão?

Faz um tempo que não falo sobre livro nenhum, mas hoje saiu vídeo com resenha de Sonho Febril, um livro do George R. R. Martin. Sim, o cara do Game of Thrones!

O livro é um misto de terror e suspense, fala muito sobre vampiros e a relação que eles teriam com humanos. No vídeo comento o que gostei, o que não gostei e minhas impressões gerais.

O VEDA ainda tá rolando! Então se quiser pode para sugerir um tema para os vídeos desse mês!

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O medo da força das mulheres | Sobre Drácula e os dias de hoje

As histórias de vampiros são um clássico do gênero de terror há séculos. Muito antes de Bram Stoker dar vida ao Drácula, os vampiros já assustavam as pessoas em contos e lendas. Por ser uma figura muito antiga, existem várias lendas diferentes e tipos de vampiros, desde o monstruoso sugador de sangue até o sedutor (e o que brilha).

O Drácula do Bram Stoker foi uma das primeiras histórias de vampiro que eu encontrei e até hoje é uma das minhas grandes referências quando falo sobre o assunto. Porém, como normalmente acontece, quando eu pego uma história que gostava muito antigamente para ver/ler hoje, eu encontro vários aspectos que não tinha percebido antes.

Todo mundo sabe que Drácula é uma história do gênero de terror, independente de você ter medo de vampiros ou não. O grande vilão da história, o próprio conde Drácula, mata pessoas, se transforma em animais, controla a mente das pessoas… Isso tudo é bem assustador e uma boa fórmula para um vilão, mas hoje, com um outro olhar, quando presto atenção nas mensagens que a história passa, percebo que talvez o Drácula não era exatamente a única coisa que o Bram Stoker colocou como “ameaça” no livro.

O jeito que as mulheres são colocadas na história revela padrões que a sociedade esperava que elas seguissem na época que o livro saiu (1897). Quando paramos para analisar como cada uma delas serve a história e o destino que elas tomam, conseguimos ver uma expectativa extremamente machista da sociedade da época sobre o que a “mulher de verdade” deveria ser.

Mina, Lucy e as esposas do Drácula representam tipos de mulheres e cada uma delas recebe o “fim” que a sociedade acha adequado para suas atitudes, o que me faz pensar sobre como, há muito tempo, a mídia e a representação de grupos em geral vem fazendo sua parte em manter certos papéis da sociedade.

Antes de entrar na análise propriamente dita, queria reforçar que, por mais que eu ame Drácula, isso não me impede de fazer análises e problematizar certos aspectos da história. Esse texto não é de forma alguma um tipo de discurso para você banir o Drácula da sua estante, só uma análise para você refletir.

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