4º Episódio: The Spoils of War | 7ª Temporada de Game of Thrones

jaimebronn

Todo mundo se recuperou desse episódio? Muito dos grandes momentos dessa temporada foram tão impactantes pelo que já aconteceu na história de Westeros. Não tirando o mérito dos acertos, mas até quando a cena nem era tão boa, ela causava algo nos fãs que estavam acompanhando desde a primeira temporada.

Com The Spoils of War nós também vemos isso, mas o episódio vai além, colocando novas coisas em jogo. Esse final com certeza vai ficar na memória de muita gente. Por mais que eu tenha achado que poderia ter acontecido mais coisa, até porque esse episódio foi mais curto do que o normal, tivemos muitos momentos importantes que, ao que tudo indica, serão ainda mais relevantes para o futuro.

Daenerys e Cersei continuam movendo seus respectivos exércitos, enquanto Jon segue tentando convencer as pessoas de que os White Walkers são uma ameaça real. Algumas cenas foram bem bonitas, outras me deixaram com algumas pulgas atrás da orelha sobre certos segredos que ainda podem ser revelados.

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3º Episódio: The Queen’s Justice| 7ª Temporada de Game of Thrones

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O terceiro episódio da sétima temporada trouxe um dos encontros mais esperados de Game of Thrones. Acredite ou não, esse nem é o momento mais impactante do episódio. Agora que todas as peças importantes finalmente estão se chocando, as brigas vão ficando cada vez maiores.

Por mais que alguns momentos tenham sido bem legais, outros poderiam ser melhores. Já que faltam poucos episódios para a história de Westeros ser concluída, o teletransporte dos Sete Reinos está mais ágil do que nunca. A série está fazendo um esforço sincero para deixar a balança igual, o que funciona em alguns momentos e em outros nem tanto.

Entre erros e acertos, Game of Thrones vai fechando as pontas e deixando os fãs empolgados para ver o que vai acontecer. O episódio volta a usar referências, o que é sempre um ponto positivo. Com o passo bem acelerado, é possível que até o final dessa temporada a guerra entre as casas nobres seja resolvida, deixando os últimos episódios para a luta contra os White Walkers.

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2º Episódio: Stormborn | 7ª Temporada de Game of Thrones

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Quando a temporada começou, eu estava com receio de que o ritmo ficasse muito lento e alguns elementos fossem deixados de lado. Não que a série esteja acertando sempre, mas se tem uma coisa que o ritmo não está, é lento. Stormborn movimentou a história de uma forma que fazia tempo que eu não via no começo de qualquer temporada de Game of Thrones.

Por mais que a série ainda não lide com os conflitos políticos da melhor forma, e que às vezes pareça fazer mais coisas pelo fanservice do que pela história em si, essa temporada sabe nos deixar animados para o que vem a seguir. Talvez isso seja mais mérito de uma tensão construída por anos do que pelos episódios atuais, mas ainda assim, ver várias coisas que tanto esperávamos finalmente acontecer abala o coração de qualquer fã.

Stormborn acerta muito nas referências. É um episódio que fez a lição de casa, os personagens se lembram o que aconteceu antes e usam isso no momento atual em que estão. Isso é importante, porque essa temporada é o momento de fechar pontas soltas, de lidar com todas as pendências que os fãs querem ver resolvidas há anos.

Com muitas questões políticas, tensões, momentos agoniantes e lutas, todo estamos sentindo que de fato Game of Thrones está caminhando para o seu final. O episódio não tomou as melhores decisões sempre, mas empolgou e mudou algumas perspectivas que tínhamos até então.

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The Handmaid’s Tale | Primeira Temporada

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Desde que foi anunciado que a Hulu faria uma série baseada no livro O Conto da Aia, muita coisa passou pela minha cabeça. Já fiz um vídeo com a resenha e, apesar de achar um livro muito bom, ele tem certos momentos que são difíceis de engolir, não só pela temática pesada, mas também porque a escrita não ajuda sempre.

O livro é em primeira pessoa e muito acontece na cabeça de Offred, portanto, em vários momentos, a narrativa é lenta. Nesses casos, é sempre um desafio achar um equilíbrio entre manter a obra original, ao mesmo tempo em que as mudanças são feitas para que a história se adapte melhor para a televisão.

Porém, The Handmaid’s Tale acha o ponto perfeito. Para quem não conhece a história do livro: Em um futuro distópico, a República de Gilead é formada onde costumava ser os Estados Unidos. Nesse novo lugar, as mulheres são colocadas em posições muito específicas enquanto os homens controlam tudo. Uma das opções para as mulheres é se tornarem aias, que estão ali para ficarem grávidas e terem os filhos dos homens poderosos, sem interferir no corpo das esposas. Nesse contexto, acompanhamos Offred (Elisabeth Moss), uma aia que deseja sair dali e anseia por sua vida antiga, com seu marido e sua filha.

Podem ficar tranquilos que não vai ter spoilers.

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1º Episódio: Dragonstone | 7ª Temporada de Game of Thrones

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Finalmente voltamos para Westeros! O inverno chegou! Estamos desde a primeira temporada esperando isso acontecer. Eu sempre interpretei o “inverno chegar” de uma forma mais metafórica do que apenas um período frio. Não que as coisas não estejam congelando, mas o lema “O inverno está chegando” sempre me pareceu muito mais um aviso de tempos de guerra e morte.

Assim como todo o começo de temporada, Dragonstone está preparando o tabuleiro para uma nova partida. Com um ritmo calmo, que não se apressa para mostrar cada personagem, vemos todos tomando suas posições para as próximas batalhas, que tem tudo para serem maiores do que nunca. Eu fico um pouco preocupada, faltam poucos episódios para o fim da série, então é bom que o passo acelere nos próximos episódios, mais do que em outras temporadas, se não muitas pontas ficarão soltas.

Fazia algum tempo que eu não via um começo de temporada em Game of Thrones que me deixasse muito ansiosa para a próxima semana. Dragonstone faz exatamente isso, começando a construir a tensão e tendo sua parcela de momentos marcantes para começar bem a temporada. O episódio foi bem bom, uma cena ou outra ficaram mais paradas, mas trouxe coisas que os fãs queriam ver junto com o que precisava para começar.

Como sempre, essa análise terá spoilers do episódio.

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6º Episódio: A Murder of Gods | Deuses Americanos

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Assim como Git Gone, o sexto episódio da série também é bem diferente do livro original. Além de ter criado um novo trio improvável, A Murder of Gods também dá espaço para um deus que nunca tinha sido abordado no livro: Vulcano, o deus romano do fogo.

Nesse episódio a série também mostra, se já não tinha mostrado antes, que não tem medo de tocar em assuntos políticos e delicados para o cenário atual dos Estados Unidos (e de outros lugares do mundo também). Não só com a cena inicial, mas também toda a introdução de Vulcano na história.

A Murder of Gods, por mais importante que seja para construir as regras do universo e de como o fantástico funciona, me pareceu um pouco repetitivo em certos momentos, avançando pouco na história principal, ou pelo menos não tanto quanto eu gostaria. Porém, o fato do foco ter sido mais dividido recupera um pouco a dinâmica do episódio.

Esse texto tem spoilers!

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13 Reasons Why e os assuntos que precisam ser falados

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É muito raro encontrar alguma pessoa que não tenha passado por algum tipo de bullying na escola. Mesmo eu, que não passei por muitas coisas difíceis na época do colégio, passei por episódios de bullying e certos aspectos de mim hoje são por causa desses momentos. Infelizmente isso é muito comum para muita gente e pode acabar de forma ruim quando não damos a atenção que esse assunto precisa.

Suicídio é outro assunto delicado. É algo sempre pesado e que não sabemos bem como lidar. O assunto suicídio apareceu na minha vida quando eu era bem nova, dentro da minha família. Quem a gente culpa? Existem culpados? O que a gente faz? O que poderíamos ter feito diferente? Como você explica isso para adolescentes?

Eu quis começar falando um pouco da minha própria experiência com esses assuntos porque não tem como assistir 13 Reasons Why e não pensar na própria vida. Depois de assistir os treze episódios, entendo porque tantas pessoas se sentiram tão conectadas. A série conta a história de Hannah (Katherine Langford), ou melhor, de como ela morreu. Depois que ela comete suicídio, seu amigo Clay (Dylan Minnette) recebe uma caixa com treze fitas. Quando ele começa a escutar, Clay descobre que são fitas de Hannah, onde ela fala os motivos que a levaram a se matar. Cada fita é dedicada a uma pessoa que fez algo com ela de alguma forma e, se as fitas chegaram em Clay, é porque ele é um dos motivos.

A crítica não tem spoilers da série ou do livro em que ela foi baseada.

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