Eu li: Mass Effect – Revelação

E aí gente, como é que vocês estão?

Comecei a ler os livros do universo expandido de Mass Effect! O primeiro se chama Revelação, escrito por Drew Karpyshyn. Esse livro tem tradução para português e acompanha a trajetória do tenente David Anderson para tentar descobrir o que aconteceu na base humana de Sidon.

O começo do vídeo não tem spoilers, quem já jogou Mass Effect vai reconhecer alguns nomes e personagens citados.

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Jogos com Mulheres Protagonistas

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Estudos recentes mostram que a maioria dos gamers são mulheres. Por mais que ainda exista muita gente que insista em não acreditar nisso, dá para ver que algumas partes da indústria estão mudando para satisfazer essa parte do público. Ainda é pouco e temos muito o que melhorar, mas agora também vemos mais mulheres exigindo que as empresas de jogos pensem nelas quando criarem seus jogos.

Então se você tá afim de jogar alguma coisa que tenha uma mulher como protagonista, aí vão algumas sugestões de jogos recentes (sem spoilers!):

  • Transistor

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Transistor é um RPG da Supergiant Games lançado em 2014, disponível para PC, Mac e PS4. A protagonista Red, uma cantora da cidade Cloudbank, é atacada por robôs que servem um grupo chamado Camerata. Red consegue escapar e fica com uma espada, Transistor, que guarda partes das pessoas que foram mortas pela espada. O plano era que Red fosse eliminada com essa arma, mas não funciona e Transistor é enterrada no peito de um homem desconhecido. Ele morre e a espada absorve parte desse homem, junto com a voz de Red. O grupo Camerata quer a espada de volta e Red precisa enfrentá-los.

Como Red é uma protagonista muda, as falas do jogo ficam por conta da voz do homem dentro da espada. Isso poderia ter dado errado, mas Transistor consegue criar não só uma protagonista muito boa, como uma relação muito interessante entre o objeto e Red. Quando temos um protagonista mudo, normalmente suas ações, o falta de, são o que definem a personalidade do personagem e Transistor sabe usar isso bem.

Além de Red ser o centro da trama, o jogo é muito divertido, o universo é interessante e a história deixa pontos abertos para a interpretação do jogador. Nem todo mundo é fã disso, mas nesse jogo essa abordagem parece encaixar bem.

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Pokemon e a aventura do jogador

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Pokemon Go chegou no Brasil há algumas semanas, tendo mais downloads que alguns dos aplicativos mais usados em celulares e com mais usuários que o Twitter. Um dia depois do lançamento, já dava para ver várias pessoas na rua procurando por pokemon.

Algumas pessoas também aproveitaram a hype e voltaram a jogar as fitas de pokemon, outras esperam ainda mais ansiosamente pela versão Sun e Moon, que será lançada no final desse ano.

Há inúmeros textos e vídeos por aí falando os motivos pelos quais Pokemon Go fez tanto sucesso, de uma forma esse texto tem um pouco disso, mas enquanto deixava a hype me levar e voltava a jogar Pokemon Fire Red, fiquei me perguntando porque a franquia Pokemon em geral fez tanto sucesso ao longo dos anos.

Vamos concordar que o jogo é cansativo e é mais do mesmo boa parte das vezes. Todo mundo já sabe que vai sofrer quando entra em uma caverna cheia de Zubat. Já estamos cansados de treinar com inúmeras batalhas para deixar nossos pokemon bons o suficiente para a Elite dos Quatro. E já sabemos muito bem que alguma equipe criminosa do mal vai tentar fazer algo ruim.

É óbvio que há um trabalho de marketing que faz os jogos de Pokemon serem um sucesso, sem contar que ao longo dos anos o fator nostalgia também ajuda. Mas só isso não faz com que gerações novas sejam criadas e nem que um aplicativo de celular seja tão baixado ao redor do mundo.

Então o que é que faz Pokemon tão grande? O protagonista. Não Red nem Gold, mas o real protagonista: você.

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Esquadrão Suicida | Crítica

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Depois de vários vídeos, imagens, entrevistas e muitas informações “vazadas”, Esquadrão Suicida finalmente chega aos cinemas. Essa primeira parte da crítica será sem spoilers. Também aproveito esse momento para fazer uma reclamação: Ainda não recebi a grana da Marvel por falar mal da DC, acho um absurdo esse atraso nos pagamentos.

Dirigido por David Ayer, Esquadrão Suicida começa com Amanda Waller (Viola Davis) querendo formar uma equipe composta de prisioneiros muito perigosos. Ela acredita que, para os Estados Unidos enfrentarem as novas ameaças que virão, é preciso de pessoas poderosas que não teriam nada a perder entrando em missões extremamente perigosas. Ou seja, os vilões.

Pelo começo do filme, me pareceu que seria divertido. O filme faz questão de apresentar os personagens principais, que é bem legal para quem ainda não conhece ou não lê os quadrinhos e só conhece aquelas pessoas pelo nome. Visualmente é bonito, parece que o estilo da edição pode ser interessante, a trilha sonora é legal… Mas o filme não se sustenta. Depois da primeira parte dá para ver como a edição é falha e que as cores do filme não salvam. Depois que a curiosidade inicial passa, o filme não consegue prender a atenção do público e isso se dá por uma série de erros.

O roteiro é falho. Ele até tem um começo e aponta o lugar que pretende ir, mas todas as formas que o roteiro vai se montando e se conectando simplesmente não funcionam. As coisas simplesmente acontecem porque o roteirista quis, as motivações dos personagens não fazem sentido e não convencem.

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Há um momento específico que o filme faz um suspense sobre o que solta a “força do mal”, você compra a cena não ser totalmente explicada no começo porque poderia ser uma revelação legal, mas quando finalmente a resposta aparece, é algo que nós já sabíamos, um suspense desnecessário e barato.

E aí que tá o grande problema, o filme inteiro tem resoluções baratas e motivações rasas. O roteiro não sabe trabalhar seus personagens o suficiente para fazer o público comprar o que está acontecendo. Não que precise de um grande motivo filosófico para eles agirem, mas algo coerente o bastante com o universo em que a trama está inserida.

Há alguns personagens que se destacam, não por roteiro e direção, mas por atuação. Will Smith faz um bom trabalho e funciona como Pistoleiro, mas dá para perceber bem que é um trabalho bom do ator, que acaba não sendo melhor porque a produção do filme não ajuda. Outra que é boa independente do resto é Viola Davis, uma atriz incrível que, mesmo em uma história mal feita, consegue ter espaço e mostra o quão boa é.

Ah, a Arlequina… Por onde começar? Eu não acho que o problema tenha sido necessariamente a Margot Robbie, mas os diálogos da personagem eram bem complicados. Muitas das piadas do filme vinham dela, mas simplesmente não funcionava. Esquadrão Suicida tentou puxar para o filme de super-herói “engraçadinho”, mas no máximo duas piadas funcionam. E aquelas coisas todas que já sabíamos estão no filme: Sexualização, roupas que não fazem sentido, ângulos de câmera completamente absurdos… Agora já podemos falar com autoridade: o filme sexualiza sim a Arlequina, e isso é um ponto muito negativo.

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O Capitão Bumerangue e a Zatana parecem estar lá só para fazer volume, seus personagens mal encaixam na história. A Magia também é um dos grandes pontos negativos, não só a personagem é mal escrita, mas a atuação de Cara Delevingne não ajuda, além dela também ser sexualizada.

Jared Leto como o Coringa é desastroso. Eu tentei tirar todas as minhas imagens do Coringa da mente antes de ver o filme, tentando evitar comparações e ver se assim eu poderia gostar mais dessa versão. Mas não, simplesmente não funciona, parece uma junção mal feita de vários estereótipos do Coringa, que resulta em uma espécie de gangster que, sinceramente, também não parece encaixar com tudo que está acontecendo.

O filme esquece de desenvolvimento de personagem e dinâmica de grupo, aí no final eles esperam que a gente se convença com o desfecho e compre aquelas interações. Nem as cenas de ações divertem, talvez a primeira, até pelo fator “novidade”, o público preste atenção, mas depois cai no mais do mesmo, com uma edição que deixa tudo mais confuso.

Imagino que a ideia da produção era se sustentar em “personagens e momentos divertidos”, mas isso também precisa ser bem pensado para funcionar. No final das contas é isso que vira Esquadrão Suicida: Uma junção de personagens que no começo parecem que vão ser legais, com uma série de momentos que tentam ser marcantes, sem uma conexão bem feita entre eles. Talvez com isso a DC perceba que não basta marketing e “piadinhas de super-herói” para um filme funcionar.

Agora farei algumas considerações com spoilers.

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